Como conectar o Claude ao Baila (MCP)
Deixe um assistente responder perguntas sobre os seus eventos, vendas e check-in usando uma chave de API como única credencial.
Depois de conectado, você pode simplesmente perguntar — "quantos ingressos vendi este mês?", "como está o check-in do evento de sábado?" — e o assistente vai buscar a resposta na sua organização no Baila, em vez de você abrir o painel e somar na mão.
A ligação é feita por MCP (Model Context Protocol), o formato que o Claude e outros assistentes usam para falar com ferramentas de fora. Do seu lado, a única coisa que muda de mãos é uma chave de API: você cola um trecho de configuração no seu cliente e pronto.
O ponto mais importante vem daí: o assistente nunca tem mais acesso do que a chave. Se você criar uma chave de leitura, ele consegue ler os seus eventos e relatórios e não consegue publicar, reembolsar nem criar nada. Não é uma questão de pedir com jeitinho — cada pedido do assistente passa pela mesma verificação de permissão que qualquer outro acesso à sua organização, e o que a chave não tem é recusado.
O que você precisa
- Uma chave de API da sua organização. Se você ainda não criou nenhuma, comece por Como criar e gerenciar chaves de API — é lá que está explicado o que cada nível de acesso permite e por que o segredo só aparece uma vez.
- Um cliente que fale MCP (o Claude, por exemplo) e um lugar onde você possa editar a configuração dele.
Passo a passo
Crie uma chave só de leitura. No painel, vá em Chaves de API, clique em Nova chave, dê um nome que você reconheça depois ("Integração com o Claude" é o próprio exemplo que o campo sugere) e deixe marcado o cartão Leitura — "Vê tudo, não altera nada.". Clique em Criar chave e copie o segredo enquanto ele está na tela; ele não aparece de novo.
Abra a seção Conectar ao Claude / MCP. Ela fica no fim da mesma página de chaves. Dentro dela estão o Endereço do servidor e o campo Configuração, com o aviso "Cole este trecho na configuração do seu cliente MCP e troque <chave> pela chave que você acabou de criar."
Copie o trecho de configuração. É este o formato que a página mostra:
{
"mcpServers": {
"baila": {
"url": "http://localhost:3100/mcp",
"headers": {
"Authorization": "Bearer <chave>"
}
}
}
}Use sempre o endereço que aparece em Endereço do servidor na sua tela, e não um endereço copiado daqui: é a página que sabe qual servidor está no ar para você.
Cole no seu cliente e troque a chave. No Claude, isso é o arquivo de configuração de MCP — no Claude Code, por exemplo, é o .mcp.json na raiz do projeto (que também aceita uma linha "type": "http" junto do url). Substitua <chave> pela chave inteira, no formato baila_live_xxxxxxxx_....
Reinicie o cliente e pergunte alguma coisa. "Quantos ingressos vendi este mês?", "quais eventos estão publicados?", "quantas pessoas já entraram na festa de sábado?". Se a conexão funcionou, o assistente responde com dados da sua organização; se a chave estiver errada, vencida ou revogada, ele volta com um erro de autenticação.
Como a própria página avisa, "o servidor MCP entra no ar em breve; o endereço acima é o de desenvolvimento." Enquanto isso, o endereço que vale é sempre o que está escrito em Endereço do servidor na sua página de chaves — o formato da configuração, esse já é o definitivo.
O que o assistente consegue fazer
Com uma chave de Leitura, ele consegue consultar:
- Eventos — a lista dos eventos da sua organização e os detalhes de um evento, incluindo os lotes e as configurações.
- Pedidos — os pedidos de um evento, com comprador, status, valores e ingressos. É por aqui que ele responde perguntas sobre as vendas de um evento específico.
- Check-in — as estatísticas ao vivo da portaria: ingressos emitidos, quantos já entraram e quantos faltam.
- Métricas — o panorama de vendas e receita somando todos os eventos, e as métricas de um evento só (receita, ingressos vendidos por lote, vendas ao longo do tempo).
- Financeiro — o resumo de repasse por evento: valor bruto, taxa da plataforma e quanto sobra para você.
- Programa de parceiros — perfil, indicações e comissões, para quem tem conta de parceiro.
Se — e somente se — a chave tiver permissão para isso, ele também consegue criar um evento como rascunho, editar um evento, publicar um evento, criar um cupom de desconto e reembolsar um pedido.
O reembolso é o único que tem uma trava a mais: por ser irreversível (devolve o dinheiro e invalida os ingressos), o assistente precisa confirmar explicitamente a ação, e ela é recusada antes mesmo de sair do lugar quando essa confirmação não vem. Ainda assim, uma chave que não tem permissão de reembolso simplesmente não reembolsa — a trava extra vale para chaves que têm.
O que ele não consegue fazer
- Sair da lista. O assistente enxerga um conjunto fechado de operações — as que você acabou de ler. Nenhuma outra parte do Baila fica exposta só porque existe: entrar nessa lista é uma decisão de código, não um efeito colateral.
- Mexer na sua equipe ou nas suas chaves. Convidar pessoas, mudar funções, criar ou revogar chaves são ações que nenhuma chave de API consegue fazer, por mais amplo que seja o acesso dela. Se uma chave pudesse criar outra, revogá-la não significaria nada.
- Passar por cima da chave. O que a chave não permite volta como recusa. Pode ser que o assistente até tente; o que decide é a permissão, não a conversa.
Segurança
A chave é a credencial: quem tiver aquele texto tem o mesmo acesso que você deu a ela, de qualquer computador. Guarde-a como uma senha — no gerenciador de senhas da sua produtora ou no cofre de variáveis do cliente, nunca num grupo de mensagens. No Claude Code, lembre que o .mcp.json costuma ir para o repositório: prefira colocar a chave real no ~/.claude.json ou num arquivo ignorado pelo Git.
Para desconectar, você não precisa mexer em nada no assistente: volte em Chaves de API e clique em Revogar na linha daquela chave. "Quem estiver usando perde o acesso na hora." — inclusive o Claude.
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Atualizado em 24/08/2026