Gerenciar eventos

Como exigir consentimentos no checkout

Exija o aceite de textos legais (como uso de imagem e voz) antes da compra, e depois consulte e exporte as evidências de quem aceitou.

Você pode exigir que cada comprador aceite um ou mais textos legais antes de concluir a compra — por exemplo, a autorização de uso de imagem e voz, para quando você fotografa ou filma o evento. O aceite fica registrado com o texto exato que a pessoa leu, e você pode consultar e exportar essas evidências depois.

Os textos são redigidos e versionados pela Baila, não pelo organizador. Você escolhe quais exigir em cada evento; o conteúdo em si é padronizado para ter validade jurídica. Precisa de um texto que ainda não existe? Fale com a Baila.

Escolher os consentimentos ao criar o evento

A etapa Consentimentos é o passo 4 do assistente de criação, entre Lotes e Revisão.

Crie o evento normalmente até chegar na etapa Consentimentos.

A lista mostra os textos disponíveis para o seu país. Cada item traz um resumo e um link ver texto — que abre a prévia já preenchida com o nome da sua organização e do seu evento, exatamente como o comprador vai ler.

Marque os que este evento exige. O contador mostra quantos você selecionou.

Clique em Continuar. A seleção é salva neste momento — se você sair e retomar o rascunho depois, ela continua marcada.

A etapa Revisão lista os consentimentos escolhidos antes de você publicar.

Alterar depois de publicado

Na página do evento existe a seção Consentimentos obrigatórios. Marque ou desmarque e clique em salvar — vale para as próximas compras. Quem já comprou não é consultado de novo, e o registro de quem já aceitou permanece intacto.

Editar a lista exige a permissão events.write. Quem não tem (por exemplo, o perfil de Portaria) enxerga a seção apenas como leitura, com os textos já exigidos.

Em eventos encerrados ou cancelados a lista fica somente leitura — você continua vendo o que foi exigido, mas não altera mais.

O que o comprador vê

No resumo do checkout — no site e no aplicativo — aparece um bloco com um item por consentimento:

  • uma caixa de seleção com o título do texto;
  • um link Ler texto completo, que abre o texto inteiro, já preenchido com o nome da sua organização, do evento, do local, da data e do próprio comprador;
  • o botão de confirmar fica desabilitado até que todos estejam marcados.

O bloqueio não é só visual: mesmo que alguém contorne a interface, o pedido é recusado no servidor e nenhum ingresso é emitido sem o consentimento registrado.

Consultar e exportar as evidências

Ainda na página do evento, a seção Evidências de consentimento lista cada aceite com:

ColunaO que mostra
Dataquando a pessoa aceitou
Compradornome e e-mail informados na compra
Modelo / versãoqual texto e qual versão ela aceitou
Idiomaidioma em que o texto foi exibido
IP e Paísde onde partiu o aceite
Plataformasite, iOS ou Android
Dispositivoidentificador do aparelho usado

Você pode filtrar por texto, idioma, período e buscar por nome ou e-mail. O filtro de período usa o fuso do evento — pedir "26 de agosto" traz o dia 26 no horário onde o evento acontece.

O botão Exportar CSV baixa consent-evidence-<id-do-evento>.csv com uma linha por aceite, pronto para abrir em planilha ou anexar a uma solicitação jurídica.

Ver e exportar evidências exige a permissão orders.read — a mesma usada para ver pedidos. Para quem não tem, a seção nem aparece.

Na tabela de Pedidos do evento, uma coluna Consentimentos marca com ✓ os pedidos que têm aceite registrado.

Usar o registro como prova

Cada aceite gera um registro por consentimento em cada pedido — um pedido que exigiu dois textos gera dois registros. Cada registro guarda o texto exato que apareceu na tela daquela pessoa, já com o nome dela, o da sua organização, o do evento, o local e a data preenchidos. Não é um link para o modelo: é uma cópia congelada no momento da compra, que nenhuma versão futura reescreve.

Junto com o texto ficam gravados o idioma em que ele foi exibido, a versão aceita, o nome e o e-mail informados na compra, a data e hora do aceite, e a impressão digital do texto (um código SHA-256).

Ver o texto de um aceite

Na seção Evidências de consentimento, cada linha tem um botão Ver texto. Ele carrega o texto daquele aceite específico, sob demanda — o texto completo não vem junto com a tabela nem com o CSV, justamente para que a listagem continue leve e os textos personalizados não trafeguem em massa.

O painel mostra o texto na íntegra, o idioma, a versão e o hash SHA-256, e traz um botão para copiar o texto.

Provar que o texto não foi alterado

O hash é uma impressão digital do texto: qualquer alteração, ainda que de um único caractere, produz um código completamente diferente. Como o hash é gravado no momento da compra e nunca é recalculado, você pode demonstrar a um terceiro que o texto apresentado hoje é exatamente o que a pessoa aceitou.

Isto é opcional. Para a maioria das situações basta clicar em Ver texto, copiar o texto e o hash e entregá-los a quem pediu. A conferência abaixo existe para quando a outra parte — o advogado, o perito, o jurídico da empresa — quiser confirmar por conta própria que nada mudou. Se isso não é o seu caso, pode pular esta parte.

Onde digitar os comandos

Os comandos a seguir não são digitados no Baila nem no navegador: eles vão em um programa que já vem instalado no seu computador.

  • No Mac: abra o Terminal — aperte Command + barra de espaço, digite Terminal e tecle Enter.
  • No Windows: abra o PowerShell — aperte a tecla Windows, digite PowerShell e tecle Enter. (O "Prompt de Comando" antigo não serve para estes comandos; use o PowerShell.)

Vai aparecer uma janela com fundo escuro ou claro e um cursor piscando. É nela que você cola o comando e aperta Enter. Nada do que está aqui altera qualquer coisa no seu computador ou no Baila — os comandos apenas leem o que você copiou e calculam o código.

O passo a passo

No painel, clique em Ver texto no aceite em questão e depois em Copiar texto.

Abra o Terminal (Mac) ou o PowerShell (Windows), conforme acima.

Cole um dos comandos abaixo — o do seu sistema — e aperte Enter.

No Mac:

printf '%s' "$(pbpaste)" | shasum -a 256

No Windows (PowerShell):

$t = Get-Clipboard -Raw
$h = [System.Security.Cryptography.SHA256]::Create().ComputeHash([System.Text.Encoding]::UTF8.GetBytes($t))
($h | ForEach-Object { $_.ToString('x2') }) -join ''

O programa devolve uma sequência longa de letras e números. Compare com o Hash do texto (SHA-256) que aparece no painel: se forem iguais, o texto está íntegro.

Deu diferente? Quase sempre não é adulteração. Os dois motivos mais comuns são invisíveis a olho nu:

  1. Uma quebra de linha a mais no fim. Por isso os comandos acima calculam o código direto do que você copiou, sem passar por arquivo. Se você preferir salvar em arquivo, garanta que ele não termina em linha vazia (no Mac, use printf '%s' e nunca echo).
  2. O arquivo salvo em "UTF-8 com BOM" — uma marca invisível que alguns programas do Windows adicionam no início e que muda o código por completo.

Refaça com o comando exato acima antes de concluir qualquer coisa.

Consultar por fora do painel

Se você precisa cruzar os aceites com seus próprios sistemas, as mesmas informações estão na API, com a mesma permissão do painel (orders.read):

Para queEndpoint
Listar aceites do evento (paginado, com os mesmos filtros da tabela)GET /api/events/{eventId}/consent-acceptances
Baixar tudo em CSVGET /api/events/{eventId}/consent-acceptances/export
Obter o texto completo de um aceiteGET /api/events/{eventId}/consent-acceptances/{acceptanceId}

A listagem e o CSV trazem todos os campos menos o texto; o texto sai apenas na consulta individual, um aceite por vez. O documento do comprador (CPF/CNPJ) nunca é devolvido em nenhuma das três — na tabela ele aparece mascarado e no CSV não aparece.

Quando o texto muda de versão

A Baila pode publicar uma nova versão de um texto (para corrigir uma redação, por exemplo). Nesse caso:

  • a nova versão passa a valer das próximas compras em diante;
  • quem já comprou não é consultado de novo;
  • cada registro guarda a versão e o texto exatos que aquela pessoa aceitou — uma versão nova nunca reescreve o passado.

Se alguém estiver no meio do checkout quando a versão mudar, o app avisa que o texto foi atualizado e pede o aceite novamente, já com o texto novo.

Por quanto tempo o registro fica guardado

Os registros de consentimento são prova legal e por isso não são apagados — nem quando o comprador exclui a própria conta. Nesse caso a conta é anonimizada, mas o registro mantém o nome e o e-mail informados na compra, para que você ainda consiga identificar quem assinou.

Isso segue a LGPD: o controlador precisa ser capaz de comprovar o consentimento que obteve (art. 8º, § 2º). Nos textos de imagem e voz, você é o controlador desses dados e a Baila atua como operadora, guardando a prova.

Perguntas frequentes

Posso escrever meu próprio texto de consentimento? Ainda não. Os textos são redigidos e versionados pela Baila para garantir validade jurídica. Fale com a gente se precisar de um que ainda não existe.

Exigir consentimento atrapalha a conversão? São dois cliques a mais no resumo (marcar a caixa; ler o texto é opcional). Não há etapa nova nem redirecionamento.

Funciona em evento gratuito? Sim. A exigência vale para qualquer forma de pagamento — gratuito, PIX ou cartão — e é verificada antes do pagamento.

E se eu desmarcar um consentimento depois de vender ingressos? As próximas compras deixam de exigi-lo. Os aceites já registrados continuam disponíveis para consulta e exportação.

O texto aparece em inglês para comprador estrangeiro? Sim. O texto é exibido no idioma da compra, e o registro guarda em qual idioma ele foi mostrado.

Consigo apagar um registro de consentimento? Não, e isso é intencional: um registro que pode ser apagado não serve como prova.

Onde fica guardado o texto que a pessoa aceitou? Em um registro por consentimento em cada pedido, com o texto completo já preenchido com os dados reais — não é um link para o modelo. Veja Usar o registro como prova acima.

Por que o texto não vem no CSV? Para manter a exportação leve e evitar que os textos personalizados de todos os compradores trafeguem em massa. O CSV traz a coluna body_sha256, que identifica o texto de cada aceite; o texto em si você abre um a um pelo botão Ver texto.

O que exatamente é o hash SHA-256? Uma impressão digital do texto. Serve para provar que o texto não mudou desde a compra — não para esconder o conteúdo. Ele é gravado no momento do aceite e nunca é recalculado.

Meu hash deu diferente. O registro foi adulterado? Quase sempre não: o motivo mais comum é uma quebra de linha a mais no final do arquivo que você gerou. Refaça com printf '%s' conforme o passo a passo acima antes de concluir qualquer coisa.

O CPF do comprador aparece em algum lugar? Não em texto aberto. Ele é guardado de forma criptografada, aparece mascarado na tabela de evidências e não é exportado no CSV nem devolvido pela API.

Artigos relacionados

Como exigir consentimentos no checkout | baila ajuda